Com FalleN de MVP, MIBR conquista título do Zotac Cup Masters 2018

Confirmando o favoritismo, o Made in Brazil (Mibr) conquistou, nesse domingo (26), o título do ZOTAC Cup Masters 2018, campeonato de Counter- Strike Global Offensive que aconteceu em Hong Kong. Com a mira afiada, Gabriel “FalleN” Toleno foi escolhido o MVP da competição.

O ZOTAC Cup Masters contou com a participação de oito times, que se enfrentaram em séries MD3, em Single Elimination.

O Mibr mostrou para sua força logo na estreia, mandando um 2 a 0 com muita facilidade contra o Flash Gaming. Depois, passou pelo MVP PK, também por dois a zero. O adversário na grande final foi o Team Kinguin, que não teve chances. FalleN e companhia venceram o duelo por 3 a 0 (16 a 6 na Dust 2, 16 a 14 na Cache e 16 a 1 na Train).

Com atuações brilhantes, FalleN foi eleito o melhor jogador da competição. Confira os números do Verdadeiro abaixo:

FalleN participa do Conversa com Bial

Jogadores profissionais e e-Sports, FalleN e Rafifa conversam com Pedro Bial sobre a modalidade, comentam críticas, estereótipos e preconceitos!

Confira a matéria completa:

Fim do Mistério: MIBR anuncia elenco com FalleN e companhia

O mistério acabou. Na tarde deste sábado (23), o lendário time Made in Brazil (Mibr) anunciou os nomes dos jogadores que irão defender a tag nesta nova empreitada no Counter-Strike Global Offensive, agora sob a gerência da Immortals, organização norte-americana que comprou os direitos da marca.

Como já era esperado, a nova formação do time será composta pelos jogadores que vinham defendendo o SK Gaming até a ESL One Belo Horizonte. O quinteto será: Gabriel “FalleN” Toledo, Fernando “fer” Alvarenga, Marcelo “coldzera” David, Ricardo “boltz” Prass e norte-americano Jacky “Stewie2K” Yip, único do elenco que não é brasileiro.

O retorno do Mibr foi anunciado em evento realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo, com a presença de várias personalidades do cenário nacional e internacional. Ex-profissionais que passaram pelo time na época de ouro do CS 1.6 também participaram.

Para quem não conhece, o Mibr foi o time que colocou o Brasil em evidência no cenário internacional. Com várias participações em torneios no exterior, e bootcamps na Europa, o time chegou ao ponto mais alto do mundo ao vencer a Electronic Sports World Cup (ESWC) 2006, com o quinteto formado por cogu, fnx, nak, KIKOOO e bruno1.

Fonte: www.gastore.gg/blog

Conferência de Imprensa Major Boston 2018

A HLTV publicou a transcrição da conferência de imprensa que rolou no dia 24/01 com um membro de cada equipe que esta qualificada para as quartas de final do Major Boston 2018. Preparamos aqui uma tradução das perguntas e respostas que tiveram participação do Verdadeiro. Confira!

Jasmine: Olá, eu sou a Jasmine, e na verdade eu trabalho para uma rádio pública, então nosso público são pessoas que realmente não estão familiarizadas com a ELEAGUE e Esports em geral, então qualquer um de vocês pode responder essa pergunta. Vocês podem explicar que tipo de treino e foco que vocês precisam ter para competir numa dessas ligas para alguém que não esta acostumado tanto com a ELEAGUE?

 

Brazil Fallen: Então, basicamente a maioria das pessoas pensam que nós simplesmente estamos no computador nos divertindo, mas quando se trata de competição, é muito mais duro que isso. Eu sei que a maior parte dos fãs e pessoas no Brasil pensam que você usa o computador por diversão, mas é o oposto pra gente. Por mais que a gente tente se divertir, jogamos cada round e cada jogo com muita seriedade, então mesmo ganhando uma partida, se sentimos que poderíamos ter jogado melhor, a gente sente essa pressão. Não se trata apenas de ganhar, nem de se divertir, se trata de se tornar a melhor equipe do mundo e continuar no topo.

Eu acho que para todos nós aqui, colocamos muita pressão em todos os dias de treinamento. É uma jornada de quatro, seis, as vezes oito horas diárias, alguns jogam ainda mais que isso,alguns jogam um pouco menos, mas é muito exaustivo, bem difícil, mas é o que gostamos de fazer. Acho que chegamos até aqui porque no passado a gente se divertia jogando por diversão, e quando fica mais profissional começa uma transformação aonde não é mais tão divertido e fica muito mais sério, mas ainda assim é uma profissão maravilhosa, um trabalho realmente ótimo, podemos viajar por todo mundo, ver diversos países e representar o nosso país fazendo nosso trabalho, então é um sentimento realmente muito bom.

 

Jamie Villanueva (Dot Esports): O que vocês acham que está acontecendo com a Virtus.pro, já que eles ficaram com 0 – 3 nesse Major e é a primeira vez que eles não serão Legends, o que vocês acham que o futuro reserva pra eles?

 

Netherlands chrisJ: Bom, eu acho que o problema com a Virtus.pro não é nenhum dos jogadores individualmente falando, eu acho que todos eles jogam num nível bom, mas tem algo de errado com a equipe, eles estão com algum problema ou talvez eles estejam irritados um com os outros por algum motivo que os faz não trabalhar tão bem juntos quanto antes. Eles não estão performando no nível normal deles, então não sei se isso significa que tem que haver alguma mudança na equipe, mas as vezes é a única solução. Talvez eles possam de alguma maneira fazer as pazes e serem como uma família novamente e ai quem sabe eles voltam com tudo, mas a verdade é que é muito difícil jogar de fora qual o problema, eu acho.

 

Brazil FalleN: Só comentando algo que é engraçado nos esports, porque no futebol e no basquete, você pode mudar um jogador, você pode mudar só uma peça do jogo e ta tranquilo. Se o jogador não ta trabalhando bem ou tem uma briga, ou simplesmente não quer mais jogar pela equipe, você pode mudar aquela peça e a equipe continua funcionando. No Counter-Strike, se você briga com alguém, é bem difícil achar um substituto, quando você troca alguém você tem que mudar muitas coisas na equipe como um todo, então quando alguém começa a pensar “será que eu devo mudar a equipe?”, tem muitas coisas que você tem que levar em consideração.

Não é fácil achar um substituto. No caso da Virtus.pro, na minha opinião eles são a equipe que todo mundo quer ter, pois eles estão juntos a cinco anos, o que acredito que seja o maior tempo que eu já vi no Counter-Strike. Eu acho que eles perderam o prazer de jogar juntos. Counter-Strike é um jogo muito psicológico, se você não quer estar ao lado de alguém, isso acaba vazando pro jogo. Se você não quer jogar com alguém, no jogo você não vai querer cooperar, se comunicar muito e esse tipo de coisa. É por isso que eu acredito que a Virtus.pro está sofrendo no momento, mas isso é só uma opinião externa, eu posso estar muito errado.

 

Kevin Hitt (VPEsport): Gabriel, acho que você trouxe alguns pontos bem interessantes sobre mudanças de equipe. Quanto você leva em consideração, por exemplo, vamos dizer que você esteja no final da ECS League, ou no final da ESL, e você tem algum tipo de conflito com um jogador, porém você entende que não é possível realizar uma mudança. Quão importante é mudar as regras de mudança de equipe pra facilitar um pouco para os times conseguirem o line-up que eles precisam para que eles possam competir com alto desempenho?

Brazil FalleN: Esse é um dos dos problemas que a gente enfrenta agora nos Esports, a gente tem várias ligas diferentes ao mesmo tempo e claro que as necessidades da equipe não se encaixam nas regras que eles querem, então por exemplo, quando a gente teve que trocar o fnx três Majors atrás, tinha uma pergunta simples: você quer tentar ganhar o Major ou você quer ser feliz e jogar com a equipe que você tem vontade? E ninguém queria jogar dessa maneira, não viemos aqui porque somos gananciosos ou porque estamos pensando no dinheiro ou algo do gênero, nós queremos ser felizes e jogar o jogo que a gente gosta.

Então a decisão foi fácil, nós iriamos jogar com quem deixasse o jogo mais divertido, pois queríamos jogar nos divertindo, e jogar com o fnx não estava sendo divertido na época, e é por isso que fizemos a mudança. Com o felps está acontecendo a mesma coisa agora nesse Major, nós não conseguimos achar outro jogador, já que felps tinha decidido deixar a equipe. Tinham algumas coisas rolando e ele não estava feliz jogando com a gente e ele decidiu sair, então nós adicionamos o boltz e ele não esta jogando conosco hoje por causa das regras. Então realmente existe uma preocupação por causa dessas mudanças todas.

Quando você olha para outros esportes, se você quer considerar algum outro jogador, você tem janelas para transferência aonde você pode realizar todas essas mudanças, só que no Counter-Strike é muito difícil achar essas janelas porque como eu disse, existem três ligas diferentes e ainda tem os Majors. As vezes você nem sabe quando vai ser o próximo, elas demoram demais pra anunciar as datas e esse tipo de coisa, então é muito difícil tomar uma decisão pra evitar esses problemas, então agora nós só estamos tentando lidar com essas coisas todas e fazer o melhor que podemos.

 

Steven (ELEAGUE): FalleN e rain, vocês podem falar sobre a rivalidade que existe entre a SK e FaZe no momento?

Brazil FalleN: Tem uma rivalidade?

Norway rain: Eu acho que tem um pouco, mas nós somos bons amigos fora do jogo. Eu acho que é tudo na brincadeira… ou não (risos)

Brazil FalleN: Sim, é muito legal jogar contra eles, eles são ótimos jogadores. Vou ser honesto, já disse em outras entrevistas, quando você esta jogando Counter-Strike por tantos anos, você meio que precisa de um novo desafio para continuar motivado, ficar focado no jogo e querer melhorar. E quando eles criaram a equipe, trazendo o olofmeister e o GuardiaN, eu não me sentia tão motivado pra jogar Counter-Strike de novo, mas aí eu estava em casa, vendo um filme, acho que era o filme do Usain Bolt, e quando o filme acabou eu estava meio “Eu quero estar na melhor equipe no mundo e vou derrotar esses caras, eles acham que podem chegar e serem melhores que a gente, mas isso não é verdade”, então foi uma grande motivação pra mim que eles criaram a FaZe. Então acho que a gente coexiste, eles vão ter várias oportunidades esse ano de nos derrotar e vai ser interessante ver quanto tempo a gente vai aguentar isso, eles são uma equipe muito boa e é um prazer jogar contra eles.

 

 

 

Embaixador de torneio, Fallen aposta em CS:GO nacional: “Cenário incrível”

Ícone brasileiro da SK Gaming comemora evolução de calendário anual com Copa do Brasil e vê e-sports com potencial imenso no país: “Estamos caminhando para o topo”

Por Rodrigo Faber São Paulo, SP

Os bons resultados do ano passado para cá da SK Gaming e Immortals, equipes estrangeiras de Counter-Strike: Global Offensive compostas por brasileiros, motivam o crescimento do cenário do jogo no cenário interno. Com o astro brasileiro Gabriel “Fallen” Toledo como embaixador, a inédita Copa Brasil de CS:GO, que começa nesta segunda-feira, é um incentivo para que o game ganhe um calendário estável no país e caia no gosto de um público maior, assim como ocorreu com o League of Legends.

– Claro que, para atingir o mesmo nível do LoL, teríamos que ter muito mais investimentos, principalmente da Valve (produtora do jogo), mas o ecossistema do CS é diferente do LoL, não dá para comparar. Acredito que, com as ligas que estão chegando, o cenário do nosso país irá crescer ainda mais. No que depender de mim, tentarei ajudar ao máximo para a evolução do nosso cenário – afirmou “Fallen”, em entrevista exclusiva ao Sportv.com.

Gabriel "Fallen" cumprimenta fãs após vitória  (Foto: Divulgação / ESL Pro League)Gabriel “Fallen” cumprimenta fãs em campeonato realizado no Brasil (Foto: Divulgação / ESL Pro League)

A maioria dos times que disputarão a Copa Brasil de CS:GO, organizada em conjunto com a Associação Brasileira de Clubes de eSports (ABCDE), já é conhecida pelas formações no LoL: INTZ, Keyd Stars, Pain Gaming, Team One, TShow e ProGraming são as equipes inscritas para a competição. As últimas duas, aliás, se destacaram ao assegurarem vaga para a elite do CBLoL – ambas disputarão o próximo split do torneio.

A Copa Brasil vai durar cinco meses com encerramento em agosto. “Fallen” acredita que a criação de um campeonato com maior duração despertará a atenção de mais pessoas e proporcionará um contexto mais confortável para os jogadores. Assim, os resultados tendem a aparecer sem grande demora, afastando o amadorismo.

– Para quem vive do jogo, ter um calendário é fundamental. As organizações conseguem se preparar melhor, sabem quantos campeonatos podem disputar, quais são as premiações e as possibilidades de arrecadar lucros. O jogador se sente mais tranquilo, pois sabe que não vai jogar um ou dois campeonatos e depois vai entrar num limbo, sem ter o que fazer. Com calendário e estrutura, os resultados podem surgir tanto a curto, médio e a longo prazo. No Brasil, acredito que os resultados surgirão a médio prazo, se continuar da maneira que está acontecendo – opinou o ciberatleta brasileiro.

ESL Pro League, Finais Ibirapuera (Foto: Thiago Correia/GloboEsporte.com)Com a SK ficando com o vice-campeonato, São Paulo recebeu competição internacional de CS:GO no ano passado (Foto: Thiago Correia/GloboEsporte.com)

Nos anos 2000, o Counter-Strike foi um dos jogos mais populares no Brasil. Na versão 1.6, virou febre em lan houses e se espalhou pelo país rapidamente. Porém, não conseguiu manter o próprio status e viveu um declínio em âmbito nacional. Com maior estrutura, o CS:GO busca resgatar os fãs antigos do game e conquistar a nova geração.

– Eu mesmo lutei no CS 1.6 quando o jogo estava quase morto e consegui, claro, com ajuda de outras pessoas, manter a chama acesa. Temos muitos jogadores, jogadores bons, então acredito que passo a passo as empresas estão olhando para o Brasil. Ano passado, tivemos um evento internacional em São Paulo. Quem diria que iríamos receber um campeonato daquele porte? Temos hoje a Gamers Club, XLG, ESL no Brasil, várias empresas produzindo eventos. Isso é importante e são organizações sérias, que dão credibilidade e confiança para os times – argumentou.

SOPRO DE ESPERANÇA

O ano de 2016 foi um marco para o Brasil no cenário mundial do esporte eletrônico. O país recebeu duas competições internacionais, uma delas de CS:GO, o ESL Pro League, em São Paulo. Junto com isso, o setor têm ganhado cada vez mais espaço com expoentes de outras modalidades. Também ano passado, Neymar se mostrou um fã de CS:GO e convidou “Fallen” para partidas do game em sua mansão, em Mangaratiba, no Rio de Janeiro. Neste ano, Ronaldo Fenômeno, em parceria com o ícone do pôquer, André Akkari, investiu no time de LoL da CNB. A popularização é inegável.

– Estamos muito esperançosos de que este é o elemento que faltava para o Counter-Strike se desenvolver no Brasil, assim como tem acontecido com o League of Legends nos últimos anos. Os e-sports possuem várias modalidades, e nosso desejo é que todas se desenvolvam de forma profissional e que possam ter jogadores e equipes em atividade na maior parte do ano – afirmou Carlos Fonseca, diretor do CNB eSports e atual presidente da ABCDE.

ENTREVISTA COMPLETA COM FALLEN

Sportv.com: Você acha que a concorrência de outros jogos pode atrapalhar, ou o CS tem um público fiel para estabelecer um campeonato?

Gabriel “Fallen”: Cada jogo tem o seu o público, não acho que um jogo ou outro pode atrapalhar. Todos têm espaço em qualquer lugar, basta cada comunidade trabalhar para alavancar o seu público. Conheço pessoas que jogam CS e brincam no LoL, como também tem profissionais no LoL que nas horas vagas jogam CS. Quando falamos do lado competitivo, se eu gosto de um estilo, eu vou me dedicar àquele estilo e assim por diante…

Como você vê o cenário dos e-sports em geral no Brasil atualmente? Acha que eles têm potencial para se firmar como “segunda força”, atrás do futebol?

O Brasil já provou que é apaixonado por e-Sports. Vimos isso na ESL Pro League e temos visto isso em números também. Em pesquisa recente, ficamos atrás apenas de China e Estados Unidos, ou seja, tem muita gente que está consumindo e-sport. Temos um cenário incrível, falando como um todo, várias ligas, jogadores de alto nível, empresas que realizam bons torneios, com boas transmissões… Vemos hoje a grande mídia abraçando o nosso esporte. Isso uma hora iria acontecer, afinal de contas, não dá pra negar que é um fenômeno no mundo todo. Não duvido que, no futuro, as modalidades eletrônicas cheguem no topo da preferência nacional. Hoje em dia, já bate audiência de esportes como o vôlei, se eu não me engano. Estamos caminhando para o topo.

É possível conquistar e transformar um público que não gosta de jogos? Ou a intenção é focar mais jovens e quem já gosta do cenário?

Gosto é uma coisa complicada de lidar, mas quem já tem um contato com games com certeza está mais propício a conhecer novas modalidades. Algumas pessoas ainda enxergam ciberatletas como pessoas que ganham a vida jogando videogame, quando não é bem assim. É uma profissão, é um esporte. Aos poucos, isso está sendo bem visto. A grande mídia está levando o e-sport para um novo público, mostrando números, os eventos, e isso, querendo ou não, ajuda a consolidar o e-sport. É possível, sim, conquistar “haters” ou leigos.

Primeiro evento da eGames, a ‘Olimpíada do eSport’, tem datas e jogos confirmados